Secretário defende industrialização do cacau

terça-feira, 16 de junho de 2009

Apenas 3 a 5% do que é produzido fica com o produtor de cacau. A maiorparte fica com a indústria e o comércio. Fazer crescer esse percentual,aumentar a produtividade e a lucratividade são os grandes desafios quetemos que enfrentar”. A afirmação foi feita na manhã desta segunda-feira,(15.06), pelo secretário da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária,Roberto Muniz, ao participar da abertura do Workshop Internacional sobrePolíticas do Cacau, promovida em Salvador, na Bahia Othon, pelo Ministérioda Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mapa, e pela Aliança dos PaísesProdutores de Cacau, Copal.Falando para representantes dos governos de Camarões, Costa do Marfim,República Dominicana, Gabão, Malásia, Nigéria, São Tomé e Príncipe, eTogo, países que com o Brasil formam a Copal e juntos produzem 24 milhõesde toneladas/ano de cacau, (75% da produção mundial), o secretário RobertoMuniz destacou a necessidade de qualificar a produção e verticalizar acadeia, estimulando a instalação de indústrias de chocolate. “Não é justoexportar nossa amêndoa e recebê-la de volta com outro nome. Precisamosampliar nossa participação no mercado consumidor”.O workshop, promovido pelo Mapa e pela Copal, prossegue até o dia 19 com oobjetivo de definir uma postura harmônica nas políticas dos países membrosda Aliança para um posicionamento firme diante do mercado mundial. “Omercado consumidor dita o preço, diz quanto quer pagar. Temos que romperestaamarra”, afirma o secretário. Do encontro iniciado hoje sairá um documentopara balizar a posição da Copal durante a conferência internacionalmarcada para acontecer nos dia 16 a 21 de novembro deste ano, naIndonésia.Participaram da abertura do evento, além do secretário Roberto Muniz, odiretor da Ceplac, Jay Wallace da Silva e Mota, representando o ministroda Agricultura; o presidente da Assembléia Geral dos Países Produtores deCacau, Enselme Gouthon; o secretário geral da Copal, Sona Ebai; asuperintendente federal da Agricultura no Estado da Bahia, Maria DelianSodré; o presidente do Comitê Científico da Copal e pesquisador da Ceplac,João Louis Pereira; o presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva doCacau, Fausto Lavigne Pinheiro; o presidente da Associação dos Produtoresde Cacau, Henrique Almeida, e o presidente da Federação da Agricultura doEstado da Bahia, João Martins, dentre outras autoridades.MEIO AMBIENTEO secretário da Agricultura da Bahia destacou os esforços do governo pararecuperar a lavoura cacaueira, e disse que “através do PAC estamosrenegociando as dívidas dos produtores e discutindo a sustentabilidade dosetor”. Muniz lembrou que o cacau é a única cultura que protege o meioambiente e acentuou que como produção agroflorestal o cacau preserva naBahia um bioma importante para o País, que é a Mata Atlântica.A renegociação da dívida é o primeiro passo, disse o secretário, apontandooutras ações como o adensamento da produção do cacau, com aumento da áreaplanta e surgimento de plantações em outras regiões do Estado, adiversificação das culturas e a verticalização da cadeia produtiva. Osecretário lembrou que na semana passada a Seagri iniciou a distribuiçãode um milhão de mudas de seringueiras, e disse que já foram distribuídas70 mil mudas de dendê, 250 mil mudas de fruteiras e um milhão de mudas decacau produzidas pelo Instituto Biofábrica do Cacau.Com relação à industrialização, o secretário informou que já existemempresários interessados em investir no setor. “Não temos mais como abrirmão dos lucros, da capacidade de gerar emprego e renda. Esse desafio não éapenas nosso, a luta é conjunta de todos os países produtores de cacau.Aqui no Brasil estamos retomando as discussões e executando ações paraqualificar ainda mais o nosso cacau”.

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